Posts de Outubro, 2008

O saxofonista

Outubro 15, 2008

Eu tenho que escrever isso aqui rapidinho, é um historinha que a Elisa minha filha me contou, parece que foi verdade mesmo.

Eu estava reclamando dos putos dos meus vizinhos que fazem barulho quando chegam bêbados de madrugada, quando a mulher e a franga filha levantam às 6 da matina de salto alto, quando estou fazendo a siesta depois do almoço e lá vem as vacas sapateando na minha cabeça e entre 10 e meia noite, quando aquela multidão de gente que mora num apartamento de três quartos arrasta camas e móveis pra caber todo mundo.

Daí que eu estava me lamentando desse tormento e a Elisa me contou que uns meninos moravam numa república e tinha um cara que tocava sax no apartamento de cima, um som muito legal, mas que às duas horas da manhã não dá porque neguin tem que levantar cedo pra ir pra faculdade, trabalhar, essas coisas. Daí que os meninos levantavam e ficavam gritando com o saxofonista como ele tocava mal, que as músicas eram uma droga, até o cara desistiu, parou de tocar e ficou tudo na santa paz, até que um dia um dos meninos viu, da janela do apartamento o cara tocando numa pracinha lá do lado do prédio. Ô, xarazin, que coisa mais triste, ver o saxofonista sozinho, daí que os meninos foram lá na praça e disseram que gostavam do som dele, que nem incomodava tanto e, que se quisesse, podia tocar a qualquer hora que ninguém ia pertubar.

Se você achar que está mal escrito, e está mesmo porque não vou nem revisar, imagine que coisa legal que rolou entre esses meninos e o saxofonista, não dá pra descrever, né?

É uma pena que isto fique só entre mim e eu mesmo, mas se você chegou até aqui, obrigado.

Prefeitura de BH entra na Justiça contra lei do silêncio

Outubro 5, 2008

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u311842.shtml

 

13/07/200722h39

CLARA FAGUNDES
da Agência Folha

A Prefeitura de Belo Horizonte entrou nesta semana com Ação Direta de Inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça de Minas Gerais contra a nova “lei do silêncio” do município, que deve entrar em vigor em agosto.

Vetada parcialmente pelo prefeito, em fevereiro, a proposta voltou à Câmara Municipal, que derrubou o veto.

A legislação, inspirada na “lei do psiu” paulistana, endurece os limites para ruídos em Belo Horizonte. O máximo permitido passa a variar entre 45 e 75 decibéis –valores estabelecidos para áreas residenciais (das 22h às 7h) e áreas industriais (das 7h às 19h), respectivamente. Em São Paulo, o limite vai de 55 a 70 decibéis, conforme horário.

O procurador-geral do município, Marco Antônio de Rezende, questiona a competência da câmara para propor a lei. “Há um vício original na proposta, que é não ter passado por órgãos técnicos. A Secretaria Municipal Adjunta de Meio Ambiente não foi ouvida”, afirmou Rezende.

Segundo o procurador, os limites estabelecidos são impraticáveis, pois colocariam na ilegalidade toda a cidade, inclusive o poder público. “Parecer da secretaria do meio ambiente indica que a fiscalização é impossível. Os helicópteros da polícia, viaturas e ambulâncias não poderia circular sem cometer infração”, disse.

Na justificativa para o veto parcial, o prefeito Fernando Pimentel (PT) critica também a elevação do valor das multas. Segundo Pimentel, os valores estabelecidos causarão um descompasso no desenvolvimento de atividades econômicas, dívidas e desemprego.

A vereadora Elaine Matozinhos (PTB), autora do projeto, garante que ouviu especialistas e que o projeto é perfeitamente viável. “O problema é que a prefeitura cedeu ao lobby do barulho. Toda argumentação do prefeito é baseada nos prejuízos às atividades comerciais, sem qualquer menção à tranqüilidade das pessoas”, disse.

buteco do biu ou pra entender uol istrit

Outubro 2, 2008

27 de julho – Por Vitor Hugo Martins http://vhmartins.spaces.live.com/blog/cns!4D40F943E3BB7EC4!2516.entry

Analise economica versão matuta.

Já não precisa ser “emebiêi ” para entender a crise financeira atual. Só que, na brincadeira, dá para entender o que o economês dos jornais tentam explicar a algum tempo. Veja a explicação mais simples abaixo: Entendendo a complexidade da crise subprime americana: É assim: o seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e vende muita cachaça. Como os fregueis tão diminuindo, ele decide que vai vender cachaça “na cardeneta” aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito). O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emebiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pendura dos pinguços como garantia. Uns seis zé-cutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, PQP, OVNI, SOS ou qualquer outro apelido financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer: é só um apelido. Esses adicionais instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a que se façam operações estruturadas de derivativos, na Bolsa de Mercadorias e de Futuros-BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cardenetas do seu Biu). Esses derivativos estão sendo negociadas como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia “sifu”! Intendeu agora? Então bota mais uma…